Antes de existir a advogada, existiu uma pessoa tentando construir o próprio caminho.
Minha história profissional não começou no Direito. Ela começou muito antes, com vontade de trabalhar, conquistar independência e descobrir onde eu realmente me encontraria.
Nem sempre eu soube que seria advogada.
Aos 12 ou 13 anos, eu queria muito ter meu próprio dinheiro. Por influência da minha mãe, fiz um curso de corte e costura e comecei a ajudá-la em alguns trabalhos. Foi simples, mas foi ali que aprendi cedo o valor da independência e do esforço.
Depois vieram outros caminhos. Aos 15 anos, após um curso de informática, comecei a trabalhar em uma assistência técnica de computadores. Naquele momento, achei que tinha encontrado minha profissão e cheguei a me especializar na área.
Aos 18 anos, concluí o curso de Turismo e, pouco depois, comecei o Técnico em Administração. Foi durante esse período, em um estágio em escritório de advocacia, que tive meu primeiro contato com o mundo do Direito.
Antes de estudar Direito, eu já conhecia um pouco do outro lado das relações bancárias.
Aos 19 anos, trabalhei com análise de crédito para financiamentos em uma concessionária de motocicletas. O trabalho envolvia contato direto com bancos e análise de operações financeiras.
Na época, eu ainda não imaginava que aquela experiência faria sentido tantos anos depois. Hoje, quando analiso um financiamento, um empréstimo ou uma relação bancária, reconheço que parte dessa compreensão começou ali.
Aos 22 anos, escolhi o Direito.
Quando entrei na faculdade, meu plano era seguir carreira pública. Eu pensava em concursos para a Polícia e para a Magistratura. Mas a prática foi mudando meus planos.
Durante a graduação, estagiei em um escritório de advocacia de Curitiba com atuação em processos bancários, inclusive demandas envolvendo cadernetas de poupança dos Planos Collor I e II.
Depois, minha trajetória me levou ao Tribunal de Justiça do Paraná. Por mais de cinco anos, atuei assessorando magistrados e acompanhando de perto a análise de processos, inclusive demandas envolvendo juros, empréstimos e financiamentos, contratos, fraudes bancárias, cobranças e outras relações financeiras.
Porque experiência técnica e experiência de vida não precisam caminhar separadas.
Quando alguém chega ao escritório preocupado com um desconto que não reconhece, uma fraude, uma dívida ou um contrato que não consegue compreender, eu não enxergo apenas documentos e números.
Existe uma pessoa do outro lado. Alguém que pode estar com medo de perder dinheiro, preocupado com a família, inseguro sobre o que fazer ou simplesmente cansado de não conseguir uma resposta clara.
Talvez porque minha própria trajetória tenha sido construída aos poucos, passando por trabalhos diferentes, escolhas e recomeços, eu acredito em uma advocacia que explique antes de complicar, que escute antes de concluir e que mantenha o cliente informado.
Ouvir
Antes de pensar na solução jurídica, é preciso compreender o que aconteceu com você.
Explicar
O Direito precisa ser compreendido por quem será diretamente afetado pelas decisões.
Acompanhar
Você não deveria precisar se perguntar se seu caso foi esquecido.
O caminho profissional em alguns marcos
Eu sei que, para quem procura um advogado, o processo nunca é “só um processo”.
É dinheiro que faz falta. É uma preocupação que tira o sono. É uma decisão que afeta a família. É a necessidade de sentir que alguém compreendeu o que aconteceu e está cuidando da situação com responsabilidade.
É essa advocacia que busco exercer: técnica sem distanciamento, clareza sem complicação e proximidade sem perder a responsabilidade profissional.